sexta-feira, 15 de maio de 2009

Momentos

Abro caminho entre as pessoas. Há qualquer coisa que me guia até ti. Tu olhas para mim como se fosse natural estar ao teu lado, se calhar chegando a estranhar o atraso. Se fomos feitos para aquele momento porque não começá-lo muito mais cedo, talvez desse modo conseguissemos prolongá-lo ou senti-lo por muito mais tempo, talvez para sempre.  Não tiro os olhos de ti. Falo com toda a gente enquanto te admiro, sinto um fervilhar cada vez que retribuis o olhar que me vicia. Há uma quimica que não sei explicar. Tenho conversas banais só mesmo para despachar tudo e ficar apenas contigo. Como se fosse resposta ao nosso desejo ficamos sozinhos no meio da multidão desconhecida. Aproximo-me de ti lentamente, demasiado devagar para ti, que me puxas colando os nossos corpos. Algo nos faz dançar completamente unidos, talvez o conjunto de elementos exteriores a nós, o ritmo da música, as danças das pessoas à nossa volta e os empurrões naturais num ambiente daqueles, esses que tanto detestamos mas que ali até parecem propositados passando-nos completamente ao lado. Vamos cantando aquelas músicas tão conhecidas enquanto nos aproximamos cada vez mais. As nossas mãos vão dançando connosco enquanto provocas toques tencionais como se precisasses de fazer sentir a tua presença. Olho-te nos olhos e aproximo-me de ti. Abraço-te. Ali consegues ser tudo o que desejo, a pessoa perfeita para mim, que parece conhecer-me tão bem como eu mesma. Apercebes-te disso mesmo. Posso estar a cantar uma música banal, mas o meu olhar não te deixa enganar. Tentas dizer parvoices para quebrar o momento, mas porquê quebrá-lo se irá ser único? Desligo-me completamente do que dizes. Ouço apenas a música e observo-te, tentando ler os teus pensamentos. És dos rapazes mais complexos que conheço. Tentas ter tantas facetas como opiniões, ninguém te pode conhecer assim tão bem, se isso acontecer, mesmo que intencionalmente, afastas-te. Por isso mesmo sei que este momento não se repetirá. Aproximas-te de mim e beijas-me. Será que não queres que pense em mais nada? Impossivel! Penso em ti. Estrago o momento tentando conhecer-te sem conversas banais, com sensações. Tentando não pensar penso ainda mais. Torna-se tudo mecânico demais. São demasiadas teorias e análises. Talvez num outro sitio, num outro espaço de tempo. Afasto-me de ti. Tu compreendeste-me perfeitamente e puxas-me para ti. Eu sorrio mas mal sinta um espaço vou fugir. Olho à minha volta, aproveito a multidão e os empurrões para sair dali. Ao longe vejo-te procurar-me e desejo que me encontres, que venhas atrás de mim e digas que estou a ser parva, que o nosso momento não pode ficar por ali. Está demasiada gente, não me encontras. Admito, cometi um erro e admito sempre que olho para ti. O que foi já era. Olho para ti antes de ir embora, por intantes senti-me mais próxima de ti que nunca, conheci-te melhor que em qualquer outra altura, ali foste perfeito, o mais perfeito de sempre. Fizeste história, marcaste-me, fizeste-me ver que há pessoas que se tornam tão perfeitas como os momentos que criam!

I'm gonna find another you!

2 comentários:

Rui disse...

Não li isto, está muito grande xD

Mª Papoila e Musa disse...

Como a gente acha que já leu, num bai ler outra bez; mas como tu és buéda baril naice totil fun, a gente comenta. E próntos já tá :P

Beijocas larocas**