sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sonhos

Se alguém souber interpretar sonhos que me ajude!!

Hoje sonhei que estava numa bela duma Sé Românica, onde o pavimento no seu interior era uma bela duma Calçada Portuguesa! Estava o Senhor Padre a celebrar a missa enquanto eu comia chocolates, dizia adeus ao coro onde estavam as minhas meninas do Campo de Férias e chamava as pessoas que eu conhecia para se sentaram ao meu lado, apesar de estar no meio de duas grandes senhoras com caras de antipáticas! 
Depois foram acontecendo situações soltas, como, uma das meninas do coro que começou a chora e em vez de ir direitinha para o exterior da Sé, foi recambiada para o meu colo! 
Depois de toda a gente se benzer começaram a fazer uns gestos estranhos que a meu ver tinha qualquer coisa a ver com os nazis. 
Quem foi ler a Liturgia da Palavra foi um senhor inglês, e o livro tinha magia, porque enquanto ele lia, o livro ia soltando cores que dançavam no ar como que a interpretar a leitura. 
As músicas eram bastante animadas, quando dei por mim estava, com a criança ao colo, a fazer gestos como quem dança a letra da música e, como eu, estava toda a gente da igreja, desta vez sentados em círculo. 
Uma animação!

Isto significa o quê? Que devo voltar a ir à missa? Que depois de tantos anos aquilo afinal até tem interesse para mim? 

Para mim a missa sempre teve fases:

Quando iniciei na catequese - onde aprendi o Pai Nosso e tinha que ir à missa. Como boa aprendiz sabia o Pai Nosso na ponta da língua e achava estúpido não dizerem o Amén no fim da oração, portanto, fazia questão de o dizer bem alto para toda a gente aprender!

Quando andava na catequese porque queria - e também andava no Coro Infantil. Ia à missa porque tinha que ir com o coro. Era uma animação! Cantava imenso! Estava na primeira fila, no meio, mesmo à frente do Padre, que muitas vezes olhava para mim, e que com certeza depois comentava com os meus pais a minha bela prestação. Nessa altura até queria ser uma boa cristã e fazer o que devia na igreja, mas como não percebia nada quando falavam todos ao mesmo tempo e também ninguém se dignava a ensinar-me, aprendi, como sempre, sozinha. Aprendi a parte que percebia, a do Padre. O que dava em casos como o de estar toda a gente sentada ou  ajoelhada, excepto eu e o Padre, que estavamos de pé e de braços abertos a dizer coisas.

Quando andava na catequese por obrigação - Não me lembro de ir à missa a não ser quando as catequistas diziam "hoje o Senhor Padre vai ver quem vai! Quem não for não faz a Comunhão Solene!". E lá ia eu para o fundo dos fundos, mas à vista duma catequista, fazendo tudo muito bem, principalmente quando fazia playback para não sair asneira!

Após a catequese - Só vou quando sinto mesmo obrigação, como por exemplo, comunhão da afilhada, funerais, bodas de ouro dos avós, etc.. Continuo a um canto junto a alguém que conheça. Só me mexo quando é necessário, não me ajoelho, e faço muito playback!

Pelo meio ainda passei por alturas em que, sempre que entrava numa igreja dava-me vontade de rir, o que me causou situações muito más, como estar num funeral dum amigo e ir para o canto dos cantos para se não controlasse o riso poder esconder-me. Muito mau mesmo!!
Ou estar num concerto dentro duma igreja e começar a dar gargalhadas lá no meio! Claro que saí logo da igreja e fiz a experiência, de costas para a igreja não ria, mal ponha o pé no degrau para entrar na igreja soltava uma nova gargalhada. Tenho para mim que nessa altura estava com um demónio dentro de mim, o que era normal, estava na minha adolescência!

1 comentário:

Neuza disse...

Dani, larga as substâncias químicas não aconselháveis, a sério :/

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